domingo, 17 de junho de 2012

O mundo de Alice, Ops... o mundo de Manuela

Acredito que o que vou dizer aqui, talvez seja pesado e eu esteja me expondo muito, antes de qualquer coisa,  vou esclarecer a todos, sim eu gosto de trilha, viajo com todo tipo de gente, mas não é pq vc sai com alguém diferente de sua personalidade que você é o mesmo,  fumei maconha uma vez em Amsterdã e nem fez cosquinhas, sou tatuada, mas tatuagem não é sinônimo de quem usa drogas.(ja teve um bocado de gente que jurava que eu usava uns pelo fato que eu fazia trilha e era tatuada).
Além do mais eu não tenho nada contra a Pagodeiro, Funkeiro e de pessoas que curtem a vida em  um jeito diferente que o meu, pois cada um sabe a dor e o prazer do que ser o que é (momento clichê). Até por sinal, o que é o mais gosto em viagem são as diferenças e os meus amigos são meu oposto, mas o que vou dizer aqui é somente um desabafo do meu mundo fantástico.
Eu não sei se sempre fui velha ou sempre vivi nesse mundo fantástico no qual eu nunca diferenciei da realidade, esses dias eu estava conversando com uma amigão meu e certa vez ele me disse: Manu saia desse mundo de Alice. O tema da discussão é que ele ficava também com meninas somente por puro prazer e que as mulheres também tinham que assumir que elas também aproveitam do corpo do homem. O porque estou dizendo isso? Vou dar uma resumida nos dois meus últimos dias:
Eu minhas amigas estávamos em um jogo da Polônia, antes mesmo do jogo, queria provar para eu mesma que poderia fazer com quem alguém me olhasse, lá fui eu, com aquele tomara que caia vermelho, e um sutiã com enchimento tentando ser sensual, meti chapinha no cabelo tentando dar uma ajeitada na juba, no intuito de escutar uma cantada no meio da noite.
Resultado: Tanto eu, quanto minhas amigas, escutamos cantadas,aliás escutamos de tudo, desde gente pedindo para tirar uma foto até gente dizendo aquelas baboseiras sobre o quanto nem a conta bancária. 
AHHHHHHHH  Manu, não vai me dizer que não gosta, mas será que é tão difícil dizer alguma piada? Homem engraçado faz toda diferença.
Claro toda e qualquer cantada faz bem ao ego, mas na minha concepção cantadas vindas de final de balada ou no meio de um Som de balada, tudo isso faz parte de um mundo artificial, onde pessoas colocam a melhor roupa (me incluo também nesse quesito), nem perguntam seu nome direito e que só querem conversar com o único objetivo, como diz uma pessoa querida: O importante é gozar.
Nesse Pub dancei horrores, me senti a Miss Living Room 2012, eu conhecei uma senhora Polonesa que tinha energia contagiante, nós dançamos a noite toda e sai de alma lavada, mas no meio e o final do pub, me veio aquela frase: Tudo é me permitido, mas nem tudo me convém.
Eu tenho um sério problema em final de balada, festa, qualquer encontro festivo, eu sempre fico filosófica e parece que tudo que acontece comigo é Câmera lenta, comecei a ver gente bombada, gente com peito de pombo e fumando cigarro como forma de escudo, sabe aquele ar do tipo: Eu fumo, sou playboy.
(lembrando que, não sou contra a quem fuma, pois cada um sabe o que faz e duvido que alguém não seja viciada em algo), mas gente com peito estufado, com coleira e cigarro na mão só me dá ânsia de vomito. Fico pensando, será que algum dia vou aprender a paquerar de verdade em balada? Será que essas pessoas conseguem conversar olho a olho?
No primeiro hot ou sexy que eu escuto, já vou pedindo licença para comprar minhas Guinness ou na primeira mão na cintura e aquele bendito bafo de vodka, já vou dizendo que preciso encontrar minha amiga. Oh meu senhor, será que é tão difícil bater um papo com pessoas sem precisar chegar dessa forma? 
Eu não sou santa, a 14 anos atrás, ( só de falar de anos já me da tremedeira), eu dava umas bitoquinhas na matinê, até tinhamos a listinha de quem beijou mais (momento podre que ninguém assume que fez, principalmente mulher), mas no dia seguinte eu sentia um vazio enorme, pois eu nem lembrava o nome do dito cujo, o que isso poderia acrescentar? Ah já sei, em quantas bocas você tirou a sujeirinha de alface ou da carne que comeu na janta.
Hoje foi um teste bem pior, dancei músicas da época que eu tentava dançar axé na matinê do Cabral,
hoje teve festa brasileira em um Pub, me senti a rainha da bateria de São Miguel Pta, pois no começo tocou partido alto, samba de raiz (diferenciando de samba com pagode de corno), lavei a alma pela segunda vez, paquerei, dei a piscada sexy, tentei fazer a dancinha da cearense sedutora, mas nada além disso. Mas tudo que é bom dura pouco, começou a tocar aquele Axé das antigas, começando por Carrinho de Mão, passando Olha a Onda e terminando na Boquinha da Garrafa. 
Eu queria me jogar da ponte, mas se eu estava lá eu precisava sentir a brisa que todos sentiam. Brisa Manu? Sim, porque para gostar desse tipo de música deve ta usando uma droga bem louca (momento pesado).
Lá vai eu, tentando usar a dança da lagartixa em todas as músicas, é só rebolar que é tudo a mesma coisa. Dançando, eu reparava no cara encoxando na bunda da menina no momento do Funk, vi menina com a plaquinha imaginária na cabeça dizendo: Por favor me da uns pegas pq a tempos não ...(complete a frase), vi gente com olho fechado cantando o axé na ponta da língua, e os mesmos caras que me chavecavam, já tinham chavecado umas 20 meninas antes, Não tenho nada contra a cara que sai atirando, mas não me peça para ter paciência ou Atração por um cara desses. Ah tá, Manu o cara é bombado, é bonito ou teve coragem de chegar em mim. Ok o terceiro item merece uma estrela, pq para achar bonita a cabeçuda aqui e não se intimidar pelo meu lado durão, merece um desconto. Mas bombado não me da tesão, e um rostinho bonito dura só quando anda de mãos dadas, somente para o ego, de resto não faz efeito nenhum.
Eu juro, eu tento ver o tal do lado do prazer e não sou CONTRA, porque a felicidade, que seja momentânea ou de ao longo prazo é o que vale. Já escutei frases do tipo: pega e não se apega ou uma noite e nada mais.Quando nova tentei andar nesse caminho, mas o meu mundo o rejeitou.
Vc ai já esta pensando que sou a favor do namoro, que tenho um cerca nos meus olhos, está muito enganado. Aliás quando eu escuto a palavra namoro ou casamento, isso já me da arrepio, uma tremedeira, aquela dor de barriga, talvez pq passei a vida toda saindo de uma relação para outra. Sou a favor de curtir, até de brincar War ( piada de mulher que vem para cá dizendo que vai conhecer o mundo beijando um cara de diferente nacionalidade), sou a favor de dar umas bitocas  até quando acrescenta e se ver que não passou de uma noite, continua a amizade e nada mais. Mas acredito que atração é relacionado com conquista, mesmo que seja por uma noite, mas que a conquista seja feita, ou a mulher tentando conquistar uma homem ou vice-versa, atração ou beleza são feitas por atitude, olhar, beleza ajuda, mas ela se acaba em dois minutos por futilidade.
Não estou me sentindo gostosa ou pensando que todo mundo chaveca, mas você ai, morena, gorda, magra, que não pega nem gripe a anos, onde aceita qualquer um que passou de 10 Kg, mija em pé e pega na mãozinha, venha para Dublin, você será o diferencial.
Voltando ao tópico, sou a favor do flerte, da paquera, de qualquer coisa relacionado a conquista.
Já escutei gente dizendo, Manu se vc não der bola o cara vai dar em cima de fulana, pois é caro amigo, se um sujeito em dois minutos ja partiu para outra, fez uma boa troca, pois para aguentar a garota problema tem que ter muita bala para atirar paciência para escutar filosofia.
Já tentei abrir a guarda, tento beber mais de três Guinness para ser mais ABERTA, pensando: se todo mundo ta sendo abeto, porque eu não posso ser e experimentar o outro lado? 
Mesmo assim, eu troco tudo isso por horas e horas com verdadeiros amigos em algum boteco, alguma casa jogando truco ou buraco ou em alguma festa(mas lotado de amigos) e recebendo a energia deles.
Quero finalizar esse texto lembrando de novo que isso não é um insulto a quem consegue beijar um cara que não conhece, ou gente que fuma, pois o tema do texto não é esse, e sim sobre as coisas que me fazem felizes. Posso passar a vida achando que pra mim isso é felicidade e que me frustre com isso, mas o outro lado que experimentei é amargo e vazio.
 Com essa opinião posso ate morrer virgem (aliás, com 28 anos meus pais têm a certeza que vou me entregar para o prometido....kkk) Enquanto isso nesses encontros vou sugando o que o mundo tem para me oferecer. Até mais pessoal :)




domingo, 3 de junho de 2012

O último dos moicanos!

Hoje vou falar sobre ciclos, diferenças, separação, mudanças...
Então trate de sentar ao meu lado, pegue uma boa Original e pego uma Guinness daqui. (como os bons velhos tempos de boteco na Paulista) ou caso contrário vai fumar uns para ver se consegue filosofar. 
Não, não é Tpm, não estou sensível por causa disso. Não, não usei drogas e nem levei um chute na bunda e nem hoje é dia de Legião...rs
Como eu tenho vários Eus e como estou sem lenço, sem documento e sem euro...O meu Eu Chico Xavier começa a despertar e você haja paciência para aguentar.
Hoje é dia de perguntas.
Como é saber que o ciclo terminou?
Como é aceitar perdas? 
Não saber ainda se quer ser Nômade ou ter um lugar fixo estar fora do mundo? 
Porque essas perguntinhas mediocres?
A sensação que estou agora é o Ultimo dos moicanos, é estranho, uns ficam 3 meses, outros 6 a 1 ano...
Quem vem para cá conhece gente do mundo todo, Russos, Paquistanês, Coreanos, Poloneses.
Ok, seria mais natural de eu sentir dor por morar longe da minha família, mas comigo é diferente, pois eu sei que Pai, Mãe, irmãos estarão lá, no mesmo lugar e eu tenho para onde voltar, mas e aqueles amigos de outros países, pessoas fantásticas, não da para ir para a Corea e voltar, internet ajuda, mas e o abraco de amigo, e o tal conversar olho a olho? 
Não aguento mais Farewell Party, sobrou uns 5, e os que restaram estão namorando ou casados, e eu aqui tentando me encontrar (Será que isso é síndrome de Peter Pan? Não querer voltar para a realidade?)
Ainda não sei, mas só de pensar em voltar, já me da desespero, saber que preciso pegar aquele metro Maravilhoso de São Paulo, acordar 5 da manha e enfrentar um trânsito glorioso de mais de 1 hora no sábado só para ir naquele boteco. São Paulo é uma cidade linda, mas para tem money ou é sortudo em  morar perto de algo. São Miguel é meu bairro querido, onde terminei minha facul e tenho amigos de infância. Mas quero ir ao centro a pé, se for usar condução no máximo de 50 min, quero sentar nos lugares, e não desejo pegar fila, quero fazer minhas compras, pagar minhas contas e na região bem localizada de Sampa eu ainda não consigo fazer isso sozinha. Ainda penso em morar em outra cidade do Brasil. O que adianta morar também em Dublin, se minhas queridas e queridos foram embora? Eu poderia fazer novos grupos de amizades, mas sabe quando aquela animação dos primeiros meses, da curiosidade do novo, não tenho mais. Dublin já e minha terrinha...
2 meses atrás foi uma porrada de gente e quarta será a vez da Aline, companheira para todas as horas, sabe aquela relação que já passou por tudo, já consegue ver todos os defeitos e qualidades, e já os aceitou por saber que a amizade vale a pena? Pois é, o ciclo dela terminou por aqui e recomeçara em Sampa. Fico pensando, quando será a minha hora? Será que vou ter a vontade de voltar? Ou preciso voltar para a batalha de Sampa? Eu preciso realmente fazer isso? Preciso mostrar para quem? Eu não posso viver de canto em canto e ser feliz? Felicidade mesmo é ter certeza do que quer?
Manu como está o dinheiro? To vendendo o almoço para comer a janta...rs Eu sei que poderia arranjar outro trabalho, mas não sei se terei paciência para ser aupair de novo. Quero ainda sim fazer meu Caminho de Santiago e visitar meus trocentos países, mas sei que um deles vou ter que cortar do meu roteiro e esse processo de aceitação esta aos poucos.
Alguns pontos desse texto eu possa estar sendo exagerada, mas isso sou Eu, quero compartilhar e mostrar para alguém que já teve ou tem as mesmas dúvidas e nunca teve coragem de se expor por medo de demonstrar insegurança.
De resto como eu estou? Continuo insana como podem ver, com saudades de Açaí, saudade de ir a feira com o shortinho que era calça jeans com chinelo de dedo e com o dinheiro amassado no bolso de tras  para tomar caldo de cana e comer  um bom pastel, do boteco da Paulista e das minhas trilhas. Mas ainda APAIXONADA por Dublin Ainda não tenho nenhuma viagem pois a grana esta curta, mas logo mais estou em algum país com os contos de reis.
Gostou? Odiou? Entre na roda e comece a filosofar!